Fracturas dos metacárpicos

As fracturas dos metacárpicos, que são os cinco ossos longos da mão que ligam os dedos ao punho e formam a estrutura principal da palma da mão, são comuns devido a traumatismos directos ou impactos fortes.
Quem afecta?
As fracturas dos metacárpicos ocorrem mais frequentemente em homens.
Porque acontece?
Qualquer traumatismo do dorso da mão pode provocar fractura de um metacárpico.
É muito comum acontecer após um soco, quando a mão bate contra um objecto ou com uma queda.
Sintomas
Os pacientes notam dor imediata nas costas da mão e pode haver deformidade clinicamente observada.
Exame clínico
O médico pedirá ao doente que dobre e estique os dedos, para verificar se estão alinhados e que não rodam ao flectir. É frequente poder haver um desvio rotacional de um dedo após a fractura de um metacárpico.
Exames complementares
Raios-X simples são a base da avaliação destas fracturas, não sendo normalmente necessários outro tipo de exames.
Exemplo de uma fractura do 2º metacárpico, tratada cirurgicamente de forma minimamente invasiva
Tratamento conservador, não cirúrgico
Muitas fracturas dos metacárpicos não requerem tratamento cirúrgico, podendo bastar o uso de uma tala e imobilização parcial dos dedos. A mobilização precoce é a chave para um bom resultado.
Tratamento cirúrgico
Geralmente é reservado para fracturas muito desviadas/anguladas e também para fracturas que envolvam múltiplos metacárpicos. As fracturas que envolvam o dedo indicador e médio têm uma maior probabilidade de necessitar de fixação interna devido à incapacidade de tolerar deformidades angulares neste lado da mão.
O tratamento cirúrgico pode incluir, mais frequentemente, parafusos. Pode ser necessário, em alguns casos, utilizar placas metálicas.
Reabilitação pós-operatória
O doente pode ir para casa logo após a operação.
Os analgésicos prescritos geralmente controlam a dor no pós-operatório e devem ser iniciados após a alta.
A mão deve ser elevada, tanto quanto possível, durante os primeiros 5 dias, para prevenir o inchaço.
A mobilização precoce da mão é fundamental, auxilia na cicatrização e evita que os tendões desenvolvam aderências ao osso adjacente, o que poderia levar a limitação da amplitude de movimentos das articulações.
Regresso às actividades da vida diária
Regra geral, é aconselhado utilizar a mão de forma leve, conforme o doente tolerar, desde a cirurgia. Normalmente, o tipo de tratamento feito permite mobilizar activamente os dedos desde o primeiro momento.

Condução: a mão precisa de ter controlo total sobre o volante ou alavanca de mudanças. É aconselhável atrasar o regresso à condução até que se esteja livre de dor e se possa controlar um carro numa emergência, o que pode levar alguns dias ou semanas.
Trabalho: depende do ambiente de trabalho de cada pessoa. O regresso ao trabalho manual pesado só se aconselha passadas cerca de 6 semanas ou mais. Trabalho administrativo pode ser retomado passados poucos dias da cirurgia.
Complicações
Em geral, mais de 95% dos doentes ficam totalmente satisfeitos com o resultado. Contudo, podem ocorrer complicações.
Existem complicações específicas para a esta cirurgia e também complicações gerais associadas à cirurgia da mão.
Complicações gerais:
  • Infecção (muito rara);
  • Neuroma/lesão nervosa;
  • Dormência;
  • Cicatriz incómoda/dolorosa/hipertrófica;
  • Inchaço;
  • Equimose;
  • Rigidez;
  • Síndrome de dor regional complexa.
    (1-2%; reacção rara à cirurgia com mãos rígidas e dolorosas - pode ocorrer com qualquer cirurgia da mão, desde um procedimento menor até outro mais complexo).
Complicações específicas:
  • Rigidez articular, resultantes de aderências provocadas pelo processo de cicatrização;
  • Incómodo ou procidência provocado pelo material utilizado para tratar a fractura, podendo obrigar à sua retirada.

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